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28º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora

Comezou o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que decorrerá ata o 12 de novembro. A exposición central que está comisariada pola xornalista Sara Figueiredo Costa e foi feita en colaboración có Museo de BD de Angoulême, leva por titulo “Contar o mundo: A reportagem em banda desenhada”. Amais desta, tamén hai outras mostras, como a que reflicte a presenza da BD portuguesa no mercado norteamericano ou a do brasileiro Marcello Quintanilha e a ilustradora Joana Estrela.
O autor português destacado nesta vixesimo oitava edición é Nuno Saraiva, que levou o premio de melhor álbum portugués de banda desenhada de 2016 polo libro Tudo Isto é Fado. Saraiva é tamén o autor do cartaz desta edición e ten unha exposición retrospectiva que resume 30 anos de carreira.
O dia 4, dentro da programación do festival, anunciaranse os gañadores dos premios da BD portuguesa.

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Vencedores dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada – AmadoraBD 2016

Ja conhecemos os vencedores dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada que foron atribuídos este sábado no âmbito do Festival de BD da Amadora, que decorre até 6 de novembro. O júri dos PNBD foi constituído por: Luís Salvado, Marco Mendes, Nelson Dona e Sandy Gageiro.

Melhor Álbum Português

Tudo Isto é Fado, de Nuno Saraiva (EGEAC e Museu do Fado).fado-metropoles-delirantes Sigue lendo

AmadoraBD 2016 – Festival Internacional de Banda Desenhada

cartaz_amadorabd2016-metropolesdelirantesNeste mês de outubro chega unha das citas importantes na BD Portuguesa, o AmadoraBD 2016 – Festival Internacional de Banda Desenhada organizado pela Câmara Municipal da Amadora, este ano será do 21 de outubro ao 6 de novembro. A edição deste ano será dedicada a: O Espaço e o Tempo na Banda Desenhada.

Com atividades em vários locais da cidade, o núcleo de programação central do Amadora BD realiza-se no Fórum Luís de Camões, ocupando cerca de 4000m2, numa ampla abordagem ao universo da Banda Desenhada (especialistas, apreciadores, interessados e curiosos). Este espaço inclui diferentes áreas expositivas, áreas dedicadas a workshops, conferências, debates, sessões de autógrafos, uma feira do livro com programação dedicada a lançamentos e promoção do mercado editorial, entre outras atividades paralelas, dirigidas a todas as idades: crianças, jovens, adultos e famílias. Sigue lendo

Os Vampiros por João Miguel Lameiras (Día das Letras Galegas 2016)

Vampiros-Metrópoles DelirantesConhecidos graças à série Dog Mendonça e Pizzaboy, o maior sucesso da BD portuguesa dos últimos cinco anos, a dupla Filipe Melo e Juan Cavia regressa à Banda Desenhada com Os Vampiros, uma novela gráfica de grande fôlego que será lançada no final de Maio no Festival de BD de Beja.

Centrada no destino de um grupo de comandos portugueses destacados na Guiné, enviado para uma missão secreta no Senegal, que se revelará uma viagem ao coração das trevas, Os Vampiros é claramente um passo em frente no percurso dos dois autores. Apesar do título poder evocar o universo sobrenatural das aventuras de Dog Mendonça, essa evocação é enganadora. Este livro é algo completamente diferente, onde o terror é agora sobretudo psicológico e tremendamente humano, sem o humor presente em Dog Mendonça. Se quisermos estabelecer um paralelo com o cinema, área em Filipe Melo também dá cartas (tal como Dog Mendonça, Os Vampiros também começou por ser um guião para cinema) podemos dizer que, se Dog Mendonça estava mais próximo de um Indiana Jones, ou das Aventuras de Jack Burton nas Garras do Mandarim, Os Vampiros é o Platoon, ou talvez até mais, o Apocalipse Now de Melo e Cavia.

Uma obra tremendamente ambiciosa e perturbadora, sobre o horror da guerra e os demónios que existem dentro de cada homem, muitíssimo bem contada e maravilhosamente desenhada por um Juan Cavia que se revela igualmente um colorista de excepção. O ano ainda agora vai a meio, mas não tenho grandes dúvidas que Os Vampiros é a melhor BD portuguesa de 2016.

Recomendação de: João Miguel Lameiras. Mestre em História da Arte Moderna da Universidade de Coimbra, professor da Licenciatura de Banda Desenhada e do Mestrado de Ilustração da ESAG (Escola Superior Artística de Guimarães). Sócio-gerente da Livraria Dr. Kartoon. Escreve sobre Banda Desenhada no jornal Público, na revista Bang! e no seu blogue Por Um Punhado de Imagens.

O poema morre por Pedro Cleto (Día das Letras Galegas 2016)

O Poema Morre-Metrópoles DelirantesReflexão sobre a guerra ou história simples dos amores e desilusões que um poeta viveu, esta é uma obra densa e multifacetada, em que por vezes texto (elaborado e complexo de David Soares) e ilustração (de contornos imprecisos e muitas variações de cinza de Sónia Oliveira) parecem – enganadoramente – caminhar separados, negando a essência indivisível do conceito de banda desenhada.

Segundo O poema morre, no fundo, talvez a vida não seja mais do que sucessivas batalhas de uma imensa guerra, duramente travada em nome de uns poucos momentos de felicidade transitória que, sabemos de antemão, antecedem sempre (novas) quedas, fracassos, derrotas de quem os viveu, mesmo que intensamente.

Às memórias – contraditórias – de amores juvenis, primeiras experiências sexuais, oposição parental, peso das diferenças sociais e opressão dos iguais ou próximos, o protagonista tenta acrescentar momentos reais – iguais – do presente, mesmo que pagos, mesmo que efémeros, com horas e minutos contados, numa tentativa fútil de reviver com a (desiludida) inválida de hoje, sem pernas nem braços, o que a (sonhadora) jovem de ontem lhe entreabriu.

Para descobrir, finalmente, que, nesta vida, “subindo, trepando, ascendendo, sempre subindo, trepando e ascendendo”, a par de recorrentes tombos e escorregadelas, a omnipotente Guerra – todas as guerras e guerrinhas… – não deixa aspirar a mais do que “tentar não cair”…

  • O poema morre
  • David Soares (argumento)
  • Sónia Oliveira (desenho)
  • Kingpin Books
  • Portugal, Outubro de 2015
  • 197 x 250 mm, 68 p., pb + cinza, capa dura
  • 13,99 €

Recomendação de: Pedro Cleto. Crítico, divulgador e traductor, colabora com salões e festivais e no Jornal de Notícias, também escreve no seu propio blogue, As Leituras do Pedro.

XII Festival de Banda Desenhada de Beja – Convidados

A Inauguração do décimo segundo Festival de Banda Desenhada de Beja será o día 27 de maio, ás 21:00, no Teatro Municipal Pax Julia.

Todos os autores representados nas 22 exposições estarão no festival nos dias 27, 28 e 29 de Maio (conversas, lançamentos, sessões de autógrafos, etc.). Sigue lendo

“Os Vampiros” de Filipe Melo e Juan Cavia en Maio nas librarías

OsVampiros-Metrópoles DelirantesNo Metrópoles Delirantes 44 entrevistamos a Filipe Melo e Juan Cavia, autores que temos no nosso particular altar de santinhos, o caso é que falaram desta obra que estavam a rematar e mesmo adiantaram o argumento.

Agora por fim sabemos a data de apresentação de “Os Vampiros” que está marcada para 28 de maio, na Festival de BD de Beja, e, no dia seguinte, na Feira do Livro de Lisboa.

Com cerca de 250 páginas é editada, pela Tinta-da-China, e conta a história dum grupo de nove soldados portugueses destacados na Guiné-Bissau e que atravessa a fronteira para o Senegal, “para uma operação aparentemente simples”, que acabará por se transformar num pesadelo.

O argumentista Filipe Melo e o desenhador argentino Juan Cavia volvem a trabalhar juntos depois da exitosa trilogia de BD “As aventuras de dog Mendonça e Pizzaboy”. Os Vampiros” – cujo título remete para a canção homónima de José Afonso – e segundo afirmam os próprios autores “É uma reflexão sobre o subconsciente, sobre a guerra e sobre o medo”.

“Os Vampiros” é o fim de quatro anos de trabalho de pesquisa, e baseia-se “em mais de cinquenta horas de depoimentos e testemunhos de ex-combatentes” da guerra colonial passada em 1972, na Guiné-Bissau.